Em um marco histórico para o tênis feminino, a Associação de Tênis Feminino (WTA) surpreendeu o mundo esportivo ao anunciar a introdução de uma licença-maternidade remunerada para suas atletas. Mais de 320 jogadoras terão a oportunidade de desfrutar de até 12 meses de afastamento com salários garantidos, além de assistência para tratamentos de fertilidade, graças a uma parceria com o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF).
Para serem elegíveis a esse benefício inovador, as tenistas precisarão cumprir um mínimo de participação em torneios da WTA dentro de um período estipulado. Essa iniciativa pioneira, financiada pelo PIF, representa um significativo avanço para aquelas que almejam equilibrar a carreira esportiva com a jornada da maternidade.
O anúncio foi recebido com entusiasmo pela comunidade do tênis, inclusive por figuras proeminentes como Victoria Azarenka, ex-número um do mundo, e Naomi Osaka, tetracampeã de Grand Slam, que reconheceram a importância e o impacto positivo desse novo programa. Na perspectiva da CEO da WTA, Portia Archer, essa medida revolucionária oferecerá às jogadoras presentes e futuras o suporte e a liberdade necessários para equilibrar confortavelmente a profissão esportiva com as demandas familiares.
Além da licença-maternidade, a WTA já havia implementado ajustes em suas regulamentações em 2019 para facilitar o retorno de tenistas após a maternidade. Com a possibilidade de utilizar suas classificações anteriores, as atletas têm a oportunidade de competir em até 12 torneios ao longo de três anos subsequentes ao nascimento de seus filhos.
Outra mudança significativa foi introduzida em 2019, garantindo que jogadoras com uma classificação suficientemente alta para serem cabeças de chave não enfrentem outras cabeças de chave na primeira fase de seus oito primeiros torneios. Essa medida tem como propósito evitar confrontos prematuros entre as melhores tenistas, assegurando que inicialmente joguem contra adversárias com classificações inferiores.
Os benefícios dessas alterações já são evidentes, com 50 jogadoras aproveitando o ranking especial desde sua implementação. Exemplos recentes incluem o retorno bem-sucedido de Petra Kvitova e Belinda Bencic às quadras após a maternidade.
Além das mudanças nas regras, a WTA oferece um suporte abrangente às suas jogadoras, fornecendo serviços de saúde, apoio psicológico, e um plano individualizado de retorno gradual para mães e atletas grávidas. Essa abordagem holística visa garantir o bem-estar físico e emocional das tenistas, promovendo uma transição suave de volta à competição.